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Município
 Geografia de Boa Saúde

Caros Investidores e Pessoas Interessadas:
Esta página reúne informações sobre Boa Saúde, Município componente da Região Agreste do Rio Grande do Norte, com o objetivo de fornecer um panorama sobre o perfil geográfico, histórico, cultural e sócio-econômico da Cidade.
 
 LOCALIZAÇÃO
O município de Boa Saúde está localizado na microrregião Agreste Potiguar, e na Zona Homogênea de Planejamento Agreste do Estado. Seu território perfaz 187,2 km², ocupando 0,35% do território do estado do Rio Grande do Norte, sendo ainda abrangido pela Bacia Trairi em sua maioria, e a parte sul é abrangida pela Bacia do Jacu. A altitude da sede é de aproximadamente 104 metros e as coordenadas geográficas dessa área está a 6° 09’ 30” S e 35° 36’ 02” O.
 
 CLIMA
O clima de Boa Saúde caracteriza-se como sendo Tropical Semi-árido, sofrendo influências da Massa Equatorial Atlântica. Os dados climatológicos indicam que o referido município tem 75% de umidade e possui uma Normal de Precipitação Pluviométrica de 716,6 mm/ano, com chuvas concentradas de março a junho

 
GEOLOGIA
A região na qual se insere Boa Saúde está numa faixa de transição entre as rochas cristalinas (oeste) e as sedimentares (leste), resultando com isso em diferenças de relevo e vegetação.
As áreas com litologias do Barreiras e Depósitos Colúvio-eluviais são mais planas e com maior capacidade de armazenamento de água, sendo observável nesses locais um maior número de lagoas, mesmo que temporárias.
Entre as duas regiões de Depósitos Colúvio-eluviais que cortam o município está encaixado o vale do Rio Trairi que segue da região semiárida a oeste (montante) para uma região de clima úmido a leste (jusante).
O restante das litologias existentes no município, são todas rochas cristalinas e metamórficas, onde são verificados solos mais rasos e pedregosos. 
Essa configuração geológica faz com que o município seja potencialmente alvo de interesses de exploração dos recursos naturais voltados para o ramo da indústria e da construção civil

 RELEVO
A área onde está situado o município de Boa Saúde faz parte da Região Geomorfológica da Depressão Sertaneja (IBGE, 2006; BRASIL, 1981). O termo Depressão Sertaneja surgiu das características genéticas e evolutivas a que o relevo esteve submetido e compreende uma área geográfica que revela o seu caráter periférico e interplanáltico, circundando os compartimentos elevados de relevo ou se estendendo a partir das bases escarpadas dos planaltos (BRASIL, 1981). Os seus limites são estabelecidos a partir dos desníveis topográficos com os planaltos (a oeste), no caso desta região, o Planalto da Borborema, porém o mesmo não ocorre no caso em que as depressões se limitam com os Tabuleiros Costeiros (a leste), uma vez que são raras as rupturas.
É comum verificar-se na paisagem da região, extensas superfícies de aplainamento com material de alteração que raramente ultrapassa 01 metro de espessura, sendo colonizada por vegetação de Estepe (Caatinga) com mancha de solo desnudo expondo o substrato rochoso (BRASIL, 1981).
As superfícies aplainadas que caracterizam o município consistem em vastas superfícies arrasadas, invariavelmente em cotas baixas, entre 70 e 220 m. A região está embasada por rochas do embasamento ígneo-metamórfico pré-cambriano da Faixa de Dobramentos do Nordeste, onde há o predomínio de um conjunto de solos rasos com fertilidade natural que varia de baixa à alta, em um ambiente de atuação dominante do intemperismo físico em um clima tropical semiárido, com revestimento de vegetação de caatinga.

 SOLOS
Quando se analisa as características pedológicas do município de Boa Saúde, pode-se afirmar que seus solos são aptos para culturas de ciclo longo, como o sisal, o caju e o coco, e regulares para lavoura e pastagem. Ao caracterizar detalhadamente a pedologia de Boa Saúde, pode-se indicar a existência de 03 solos predominantes: Regossolo Eutrófico com Fragipan, Planossolo Solódico e Podzólico Vermelho Amarelo Abrúptico Plínthico.
·        Regossolo Eutrófico com fragipan - fertilidade natural média, textura arenosa, relevo ondulado, raso a medianamente profundo, apresenta fragmentos rochosos, bem drenados, susceptíveis a erosão.
·        Planossolo Solódico - fertilidade natural alta, textura argilosa e arenosa, relevo suave ondulado, imperfeitamente drenado, raso e suscetível à erosão.
·        Podzólico Vermelho Amarelo abrupto plíntico - fertilidade natural baixa, textura média, relevo plano, moderada a imperfeitamente drenados, profundos.

Regossolo Eutrófico com Fragipan
Fertilidade natural média, textura arenosa, medianamente profundos, bem drenados e susceptíveis à erosão, relevo ondulado
Cultura de mandioca, agave, milho, algodão, fava e feijão
Restrições ao uso agrícola devido à carência de água. Requer controle da erosão, e práticas de adubação e irrigação

Planossolo Solódico
Fertilidade natural alta, textura argilosa e arenosa, imperfeitamente drenado, raso, relevo suave ondulado
Pecuária e culturas de algodão, milho, feijão, sisal e palma forrageira
Melhoramento das pastagens e intensificação da palma forrageira

Podzólico Vermelho Amarelo Abrúptico Plínthico
Fertilidade natural baixa, textura média, moderada a imperfeitamente drenados, profundos, relevo plano
Pastagem, fruticultura e cultura de mandioca
Condições favoráveis à mecanização agrícola. Requer a prática de adubações parceladas e irrigação no período seco
FONTE: IDEMA, 2012

 HIDROGRAFIA
Boa Saúde apresenta seu território inserido em duas Bacias Hidrográficas, a do rio Jacu e a maior parte na do rio Trairi.
Os solos rasos da região fazem com que o regime de água desses rios seja intermitente, sendo possível enxergar o leito do rio no período de estiagem onde se observam os afloramentos rochosos metamórficos da região.
Durante a estação das chuvas as maiores preocupações estão relacionadas aos efluentes líquidos, uma vez que não existe saneamento básico em nenhuma comunidade de Boa Saúde, exceto na sede. Isto porque as chuvas carreiam os efluentes e materiais dispersos na superfície para os canais de drenagem, causando contaminação das águas que seguem para leste.
De uma maneira geral os cursos d’água apresentam boas condições no que se refere à qualidade das águas, mas as suas margens carecem de maiores cuidados quanto à preservação da cobertura vegetal para que sejam evitados os assoreamentos dos canais, bem como impedidas as ocupações nas proximidades das áreas urbanas.
Cessadas as chuvas os rios tornam a secar rapidamente, perdurando mais quando os reservatórios artificiais a montante (municípios vizinhos a oeste) permitem a passagem das águas através das comportas das barragens.

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Telefones - (84) 3256-2206 - (84) 3256-2226 CNPJ 08.142.655/0001-06
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